Vi-te, e vi a expressão essencial
Da forma, da graça e da luz.
Vi-te, e sobre mim baixou, vinda do teu céu,
Uma fulguração de raio, que feriu de vertigem
O meu destino de distâncias e negações
E deixou meus olhos sem pálpebras
Para outro sol que não seja o teu esplendor.
Vi-te, e abri meu ser emudecido
Para elevar à tua altura este canto de exaltação.
Mas minha voz morreu em silenciosas névoas
E o meu coração, arquejante, parou de pulsar,
Por que te vi e, vendo-te, vi em ti
O sem limite das coisas que só habitam os
Sonhos sonhados
Depois do tempo e além da vida.


Nenhum comentário:
Postar um comentário